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Nos países desenvolvidos, como nos países em desenvolvimento, sabe-se que
a obesidade, principalmente a obesidade na adolescência, representa riscos
para a saúde na vida adulta. Existem vários fatores específicos para o aumento de gordura corporal, tais como padrões alimentares, meio ambiente, inatividade física entre outros. No caso do Brasil estudos comprovam que mudanças nos padrões nutricionais, relacionando-os com mudanças demográficas, socioeconômicas e epidemiológicas ao longo do tempo, estão refletindo na redução progressiva da desnutrição e no aumento da obesidade. O peso excessivo adquirido na adolescência pode levar, não somente à obesidade na vida adulta, como também levar a distúrbios metabólicos e doenças cardiovasculares. A obesidade depende não apenas de excesso de peso, mas também da distribuição da gordura corporal, a qual pode estar localizada na região central ou abdominal (andróide), ou na região inferior ou do quadril (ginóide). A presença do tecido adiposo intra-abdominal está mais associada ao aumento da pressão arterial, predisposição a doenças cardiovasculares, como também a relação causal mais consistente com a Esteato-hepatite não alcoólica (EHNA), ocorrendo de 40 -80% dos casos, na dependência da definição de obesidade. A distribuição da gordura corporal é fator mais importante que a massa adiposa total, e o acúmulo de gordura visceral mais relacionado ao desenvolvimento da esteatose hepática. Os especialistas dizem que o dano causado pelo aumento da gordura no fígado é similar ao dano causado pelo consumo excessivo de álcool. Conforme aumentam os níveis de gordura, o tecido do fígado diminui. E isto pode causar dano permanente para o funcionamento do órgão. E os riscos do desenvolvimento de uma cirrose ou mesmo de um câncer aumentam se o fígado possuir mais de 10% de gordura. Essa condição é chamada de Esteato-hepatite não alcoólica (EHNA), e de acordo com gastroenterologistas do "Duke University Medical Center", está aumentando o numero de pessoas com o problema. Como ainda não foram confirmadas as causas da Esteato-hepatite não alcoólica (EHNA), muita especialistas acreditam que a perda de peso e o aumento da atividade física podem ajudar a prevenir ou mesmo desacelerar o progresso da condição. A chefe de gastroenterologia do "Duke University Medical Center", Anna Mae Diehl, disse que a Esteato-hepatite não alcoólica (EHNA) aumentou, sobretudo, devido à epidemia de obesidade. E mesmo com a presença significativa da Esteato-hepatite não alcoólica (EHNA) entre americanos, a condição permanece relativamente desconhecida comparada com outras causas de danos no fígado. Atualmente não existem medicamentos aprovados para o tratamento ou cura da Esteato-hepatite não alcoólica (EHNA). Contudo, as pessoas podem diminuir o risco da Esteato-hepatite não alcoólica (EHNA) fazendo algumas mudanças em seu estilo de vida. Alguns estudos mostram que a dieta e exercícios físicos, em alguns casos, foram suficientes para reduzir a inflamação e a fibrose, além de promover melhora bioquímica. Ainda que existam evidências de que redução de peso possa levar a melhora histológica, a perda ponderal deve ser gradativa, pois perda rápida pode induzir inflamação e fibrose, causando exacerbação da EHNA. Um outro efeito importante do exercício físico se refere à manutenção do peso corporal. Muitos estudos têm demonstrado que o treinamento físico melhora o controle do peso corporal a médio e em longo prazo, após períodos de emagrecimento. Portanto através dos exercícios e alimentação adequada conseguimos a diminuição da gordura corporal e o aumento da massa corporal, proporcionando uma condição de bem estar, além de possibilitar a prevenção de doenças, as quais estão relacionadas ao estilo de vida sedentário. Assim sendo, quanto mais atividade física for praticada, melhor aptidão física será desenvolvida e um melhor estado de saúde resultará para o indivíduo. Portanto o exercício físico regular é importante não só por sua contribuição na perda de peso, mas também por interferir favoravelmente nos fatores de riscos associados à obesidade. |